Ser livre, nunca foi uma opção.. pelo menos para mim. As pessoas se mostram quem são à cada dia e, a cada desabrochar das flores, a insanidade vai embora e a realidade dá seus primeiros sinais de vida. Temos que perder para poder ganhar. Perdi amor, perdi carinho, perdi amizade, perdi respeito e perdi minha liberdade. Liberdade esta, conquistada com esforço e com luta. Eu só queria ser como aqueles balões azuis, pintados no meu cartão de aniversário.. balões que poderiam voar para onde quiserem sem se importar com nada, que apenas o vento e a liberdade podiam controlar. Se eu fosse como eles, talvez eu estaria aí. Aí, ao lado desta chave que foi capaz de abrir um coração seco e petrificado em tão pouco tempo que parece ate história. Uma chave feita sob medida para essa fechadura, mas que por algum motivo, fora lançada pelo mundo afora e ja estava tao distante desse coração de pedra que nem o vento e a liberdade eram capazes de uní-los. Talvez este nao seja o lugar desses balões azuis. Quem sabe, um futuro os espera em um outro mundo, em uma outra realidade, em uma outra liberdade. Sentir-se só quando se está rodeado de pessoas era o que mais me assombrava. Ele nao entendia, nao sabia o que estava acontecendo. Eram tantas coisas erradas, tantas coisas ruins que este coração ficava cada vez mais duro, cada vez mais trancado, cada vez mais inquebrável. As pessoas nao entenderiam suas atitudes, suas vontades, seus desejos e seus sonhos. Aquilo tudo era só dele, do dono dos balões azuis. Ele tinha medo de ser contaminado com toda a sujeira e podridão que o rodeava. E se ele não fosse tudo aquilo que pensava que era? E se ele fosse apenas que haviam lhe dito? Ele sumiu e como num passe de magicas, desapareceu sem deixar vestígios. Talvez ele realmente seja somente uma chama já quase apagada. Uma fogueira que apagou antes do luar..

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